Depois disso, um almoço baratésimo no RU da Faculdade de Filosofia e Letras, uma relaxada no gramado em frente á biblioteca, internet boa e gratuita nos laboratórios pra checar os emails e no início da noite um bom filme no cinema por R$ 2.sábado, 8 de mayo de 2010
UNAM
Depois disso, um almoço baratésimo no RU da Faculdade de Filosofia e Letras, uma relaxada no gramado em frente á biblioteca, internet boa e gratuita nos laboratórios pra checar os emails e no início da noite um bom filme no cinema por R$ 2.viernes, 7 de mayo de 2010
O Lugar Onde Foram Feitos os Deuses
O primeiro lugar que um turista precisa visitar próximo ao D.F. é Teotihuacán, uma cidade que foi habitada de 150 dC a 700 dC, chegou a contar com 200 mil habitantes e hoje é patrimonio da humanidade. Mesmo depois de ter sido abandonada (e há muitas teorias sobre a razao de isso ter ocorrido) continuou sendo um centro religioso para todas os povos que dominaram a regiao em diferentes períodos. Chamam a atençao as gigantestas Piramides da Lua e do Sol (62 m de altura) e a perfeiçao das linhas e simetria dos prédios.


jueves, 6 de mayo de 2010
Pequenas Diferenças, Grandes Problemas
Hoje fui fazer meu exame de nível e fazer minha inscriçao no curso de espanhol. Fiquei surpreso com o resultado: entrei no intermédio 3, o sétimo nível dos oito oferecidos no CEPE – Centro de Ensino para Estrangeiros da UNAM. Deduzo que a explicação disso, primeiramente, vem do fato da minha língua materna ser a portuguesa e da sua semelhança com o castelhano; depois, das parcas aulas intensivas que tive há quatro anos quando atendia clientes da América Central e México; e, por fim, das práticas que tive com amigos que falavam espanhol enquanto morava na Hungria no ano passado. Mas a despeito de que possa parecer muito fácil o tal espanhol pra lusófonos, aí vai um alerta de quem já sentiu na pele os apuros que essa impressão pode trazer: não é!
Claro que pra brasileiros é mais simples aprender espanhol que qualquer outra língua no mundo – enquanto que a recíproca, por incrível que pareça, não é verdadeira –, mas exatamente a similaridade dos dois idiomas é que esconde uma série de armadilhas que fazem do seu aprendizado um prazeroso desafio.
Pra começar, os erroneamente chamados “falsos cognatos” são muitos! Primeiro, o clássico: embarazada (lê-se embaraçada) não é uma menina com vergonha, mas uma grávida. Todavia é ainda; cena é janta; polvo é pó; rato é momento. Alguém que te pergunta se ¿estás formado? não quer saber tua graduação, quer saber se você está na fila. E deduzir também é um exercício perigoso: quedar não é cair, é ficar; taller não é talher, é atelier; regalar não é arregalar, é dar. E por aí vai...
Depois vem a diferença cultural que cai sobre a língua: experimente ir a um supermercado mexicano e pedir por “durex”. Certamente vão te indicar a área de fármacos ou pra pedir na boca do caixa, isso porque o sinônimo de fita adesiva brasileira, no México, é a mais popular marca de preservativo. Por falar nisso, por aqui quem está com a Sida não anda na companhia de uma senhora, tem AIDS.
Por fim, a pronúncia. A letra erre, por exemplo, tem som real de erre - aquele de locutor de rádio: “Rrrrrronaldinho” -, e o som do nosso erre brasileiro é grafado usando as letras ge e jota. Então existem dois verbos: o correr (andar rápido) e o coger (que, traduzindo, é “pegar”, mas na gíria significa “transar”). Aí imagine um brasileiro com seu sotaque característico gritando pra um amigo mexicano “vamos correr para tomar el autobus”. Gargalhada certa!
Contudo, antes de me forçar no aprendizado do espanhol, achava tal língua monótona e insípida. Porém, depois de começar a me aventurar no idioma de Cervantes, Marques e Galeano, não entendo meu passado e só posso me arrepender de não tê-lo iniciado antes. Hoje, acho que todo brasileiro tem quase que o dever de saber pelo menos o básico dessa que é a terceira língua mais falada no mundo, seja pela importância como ferramenta de comunicação ou pela mera sutil beleza de seus detalhes.
Claro que pra brasileiros é mais simples aprender espanhol que qualquer outra língua no mundo – enquanto que a recíproca, por incrível que pareça, não é verdadeira –, mas exatamente a similaridade dos dois idiomas é que esconde uma série de armadilhas que fazem do seu aprendizado um prazeroso desafio.
Pra começar, os erroneamente chamados “falsos cognatos” são muitos! Primeiro, o clássico: embarazada (lê-se embaraçada) não é uma menina com vergonha, mas uma grávida. Todavia é ainda; cena é janta; polvo é pó; rato é momento. Alguém que te pergunta se ¿estás formado? não quer saber tua graduação, quer saber se você está na fila. E deduzir também é um exercício perigoso: quedar não é cair, é ficar; taller não é talher, é atelier; regalar não é arregalar, é dar. E por aí vai...
Depois vem a diferença cultural que cai sobre a língua: experimente ir a um supermercado mexicano e pedir por “durex”. Certamente vão te indicar a área de fármacos ou pra pedir na boca do caixa, isso porque o sinônimo de fita adesiva brasileira, no México, é a mais popular marca de preservativo. Por falar nisso, por aqui quem está com a Sida não anda na companhia de uma senhora, tem AIDS.
Por fim, a pronúncia. A letra erre, por exemplo, tem som real de erre - aquele de locutor de rádio: “Rrrrrronaldinho” -, e o som do nosso erre brasileiro é grafado usando as letras ge e jota. Então existem dois verbos: o correr (andar rápido) e o coger (que, traduzindo, é “pegar”, mas na gíria significa “transar”). Aí imagine um brasileiro com seu sotaque característico gritando pra um amigo mexicano “vamos correr para tomar el autobus”. Gargalhada certa!
Contudo, antes de me forçar no aprendizado do espanhol, achava tal língua monótona e insípida. Porém, depois de começar a me aventurar no idioma de Cervantes, Marques e Galeano, não entendo meu passado e só posso me arrepender de não tê-lo iniciado antes. Hoje, acho que todo brasileiro tem quase que o dever de saber pelo menos o básico dessa que é a terceira língua mais falada no mundo, seja pela importância como ferramenta de comunicação ou pela mera sutil beleza de seus detalhes.
miércoles, 5 de mayo de 2010
martes, 4 de mayo de 2010
Estudiando Español
Enfim fui tomar providências pra levar a cabo um dos meus principais objetivos no México: estudar espanhol. Com isso em mente, parti para a UNAM (falo sobre ela mais tarde) a fim de me informar sobre possibilidades, cursos e certificações. A sequência de vantagens foi tão grande que nem cheguei a pensar na possibilidade de cogitar outro lugar pra estudar: pra começar, o lugar fica a 40 minutos de onde estou morando, o que pra uma cidade desse tamanho, é muito bom; as datas do curso coincidiram enormemente com minha intenção de permanência; o valor me pareceu bastante razoável (uns R$ 700 por um intensivo diário de 3 horas); a estrutura e corpo docente do lugar são excelentes (tanto que os livros usados são publicados lá mesmo); e, de lambuja, ao se matricular tu tem direito a cursos facultativos de cultura mexicana (história, arte e até dança!).domingo, 2 de mayo de 2010
Básico
Cada cidade tem certos lugares que todo visitante precisa conhecer e aqui nao é exceçao. O must to é andar pelo Paseo de la Reforma, que é o equivalente chilango a caminhar pela Av. Paulista quando em SP (desculpas pela repetida comparaçao, mas é inevitável). A diferença é que aqui aqui a rua é tomada de verde, muito limpa e bem cuidada, e realmente tem coisas pra se ver e fazer. Além dos monumentos que sao símbolos da cidade, durante os fins de semana sempre há algum evento ocorrendo e o transito fica exclusivo pra pedestres e ciclistas. Aliás, um projeto muito legal que há aqui pra fomentar esse meio de transporte é o empréstimo (nao aluguel como na Europa) de bicicletas pra populaçao. Contudo optei por dessa vez nao fazer uso disso pois queria ver tudo com calma e tirar fotos, quem sabe na proxima.



No fim da avenida começa um dos principais bosques da cidade, o Chapultepec (que quer dizer "monte do gafanhoto" em nahuatl) e, dentro dele, o Castillo que hoje é o Museu Nacional de História.




Cansado, encerrei a volta comendo os verdadeiros churros da D. Florinda.sábado, 1 de mayo de 2010
O Lugar Onde Se Vende Alegria

O Distrito Federal, ou simplesmente D. F. – que é como os mexicanos chamam o que o resto do mundo conhece por Cidade do México – é um aglomerado de 16 delegações.
Quer dizer, quando decidiram criar um centro pra federaçao, elegeram uma área de 20 léguas de raio a partir do centro do que era a capital dos Astecas (o Zócalo) e definiram que as entao chamadas colonias dentro dessa área constituiriam a capital dos Estados Unidos Mexicanos.
A maior delas, Tlalpan, é o lugar onde estou morando. Mas maior não significa mais agitada, pelo contrário: de todas as áreas, dizem que essa é uma das mais calmas e seguras.
A uma quadra de onde estou fica a praça do centro da delegação onde todo fim de semana tem uma feira de alguma coisa; neste, por exemplo, tinha uma feira infantil (o dia das crianças aqui é 30 de abril). Perto dali, o mercado público local com todas as coisas pitorescas, de pichorras a gafanhotos (chapolines) fritos.
As vielas muito estreitas não permitem a passagem de mais de um carro por vez e as calçadas, por vezes, sequer existem. Vendedores de toda sorte de coisas te acordam de manhã cedo anunciando seus produtos aos gritos enquanto caminham pelas ruas: gás, frutas, picolé... Mas um produto me despertou curiosidade pois nao havia como entender claramente o que o ambulante estava oferecendo, até que fui obrigado a parar um deles pra perguntar: ele estava vendendo "alegria", um tradicional doce mexicano feito de amaranto e mel.
Quer dizer, quando decidiram criar um centro pra federaçao, elegeram uma área de 20 léguas de raio a partir do centro do que era a capital dos Astecas (o Zócalo) e definiram que as entao chamadas colonias dentro dessa área constituiriam a capital dos Estados Unidos Mexicanos.A maior delas, Tlalpan, é o lugar onde estou morando. Mas maior não significa mais agitada, pelo contrário: de todas as áreas, dizem que essa é uma das mais calmas e seguras.
A uma quadra de onde estou fica a praça do centro da delegação onde todo fim de semana tem uma feira de alguma coisa; neste, por exemplo, tinha uma feira infantil (o dia das crianças aqui é 30 de abril). Perto dali, o mercado público local com todas as coisas pitorescas, de pichorras a gafanhotos (chapolines) fritos.
As vielas muito estreitas não permitem a passagem de mais de um carro por vez e as calçadas, por vezes, sequer existem. Vendedores de toda sorte de coisas te acordam de manhã cedo anunciando seus produtos aos gritos enquanto caminham pelas ruas: gás, frutas, picolé... Mas um produto me despertou curiosidade pois nao havia como entender claramente o que o ambulante estava oferecendo, até que fui obrigado a parar um deles pra perguntar: ele estava vendendo "alegria", um tradicional doce mexicano feito de amaranto e mel.
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